Por Ana Guerra | 06/01/2020
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DEDÉ RIBEIRO INAUGURA EXPOSIÇÃO INDIVIDUAL EM 14 DE JANEIRO

Em sua mais recente exposição individual a artista Dedé Ribeiro exibe a nova série de trabalhos, marcada por uma novidade temática: a manifestação de sua faceta dramatúrgica na composição de suas colagens. Nas novas obras é possível perceber pequenas metáforas e até fábulas, formando realidades possíveis trazidas à tona a partir de uma sucessão de escolhas. O acaso como força motora surge do ato da sucessão de escolhas: a sorte de ter em mãos certa revista, matéria prima para o trabalho; a seleção aleatória de certas figuras nelas contidas, recortadas e armazenadas em uma espécie de banco de imagens; e a manifestação da preferência por um conjunto dessas imagens para composição de uma obra.

A exposição é dividida em três eixos temáticos: “A Escolha do Acaso” - conjunto de 12 obras que dão nome à exposição e formam um oráculo cuja mensagem será sugerida ao público de forma interativa; “Diagnóstico por Colagem” - série de obras feitas usando como base exames médicos (tomografias, raios-x, etc) cujos títulos são perguntas que instigam o público a interrogar-se sobre o que vê, da relação da obra com seu título e de sua relação com a questão em si; e “Crônicas Visuais”, coletânea de obras cujos temas são relacionamentos, meio ambiente, questões de gênero, entre outros. Este é um convite ao exercício do olhar àquilo que surge ou acontece a esmo, sem motivo ou explicação aparente.

"Meu trabalho começou a se mexer sozinho, depois das primeiras exposições. Acho que antes havia uma vontade tão grande de romper com a palavra que eu evitava ao máximo a narrativa. Agora parece que consegui conciliar "a dramaturga" com "a colagista" e as novas colagens tem pouco desenho (embora tenham) e muita narrativa. É possível entender pequenas metáforas e até fábulas, formando realidades possíveis provocadas por escolhas. Aí aparece o acaso. O acaso de encontrar uma determinada revista, de receber uma coleção de presente, de ler algo no twitter que faz mudar toda a intenção da obra. Um acaso que vem das escolhas, de toda uma vida e múltiplas disciplinas. "A Escolha do Acaso" é como o ovo e a galinha, não tem como saber o que vem primeiro e isso traz um fascínio mágico", afirma Dedé sobre a nova mostra. E complementa: “como aconteceu no "Diagnóstico por Colagem" em que o público era convidado a responder as perguntas-título das obras, essa nova exposição também propõe interatividade, mas sem spoiler”.

Dedé Ribeiro é jornalista por formação, com mestrado na Universidade de Paris I - Sorbonne (França) e mestrado em Artes Visuais na UFRGS. Reconhecida produtora cultural e também dramaturga, Dedé esteve ligada às artes visuais por toda a vida, por ser filha de artista amador e mãe do curador e galerista Lucas Ribeiro. A direção de centros culturais especializados, o mestrado na área e os estudos dos últimos cinco anos em neurociência, mudaram radicalmente sua vida, fazendo com que encontrasse uma outra forma de se expressar que não pelas palavras: a arte com desenho e colagens. Em 2018 teve sua primeira exposição "Diagnóstico por Colagem" em Porto Alegre (Vasco1020) e em São Paulo (Galeria Recorte). Em 2019 participou da coletiva da Galeria Caláfia e seu trabalho foi a capa do recente álbum da banda Lítera (Arquétipos - O encontro com a sombra). Para 2020, além da nova exposição, Dedé estará numa coletiva na Recorte (SP) no final de janeiro. Uma entrada de ano movimentada, também com o lançamento de seu novo curso de produção pela internet, devido ao sucesso do canal É Isso mesmo, Produção?" no YouTube.

Produção CHC Santa Casa
Ana Adams de Almeida
Julia Corso
Renata Fortes Meirelles
Thais Silveira
Vanessa Freitas Rodrigues

Realização CHC Santa Casa

Curadoria de Francisco Dittrich

A ESCOLHA DO ACASO – exposição de Dedé Ribeiro

Abertura dia 14 de janeiro, às 18h30min até 21h

Visitação de 15 de janeiro a 08 de março

De terças a sábados das 9h às 18h

Domingos e feriados das 14h às 18h

OBS: nos dias de espetáculos do Porto Verão Alegre a mostra estará aberta até às 21h

Centro Histórico Cultural Santa Casa – Av. Independência, 75

Entrada gratuita